FUTURO

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8 histórias que você precisa saber sobre o Centro Cultural Oi Futuro

8 de fevereiro de 2018

Que tal viajar no tempo? Em dezembro de 1918, surgiu uma novidade que mudou a vida do Rio de Janeiro: foi inaugurada a primeira estação telefônica da Zona Sul da então capital federal, construída em um pedaço da oficina de manutenção de bondes que ligavam a região ao centro. Hoje, o prédio sedia o Centro Cultural Oi Futuro. O prédio está em processo de tombamento e, com isso, voltam à tona muitas histórias, curiosidades e detalhes que estão entranhados por suas paredes, terreno e localização. Para contar um pouco dos bastidores e explicar a importância arquitetônica, social e histórica do local, que neste ano completa 100 anos de existência, fizemos uma lista de oito curiosidades que você não pode deixar de saber. Vamos lá!

 

1 – O prédio que hoje abriga o Centro Cultural Oi Futuro foi a sede da Estação Telefônica Beira-Mar, em 1918, uma das primeiras estações de telefonia do país. O local era uma peça-chave na época para a inserção das mulheres no mercado de trabalho através da profissão de telefonista, e por isso ele foi totalmente pioneiro do país quando enxergamos a entrada da mulher no mercado de trabalho.

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2 – A trajetória do Centro Cultural Oi Futuro Flamengo teve origem no antigo Museu do Telephone, uma instituição criada em 1981, época em que a prestação de serviços telefônicos no Brasil ainda era público. Com a privatização do setor de telecomunicações brasileiro, o museu foi incorporado à empresa de Telecomunicações Telemar.

 

3 – O prédio atual, de linhas arrojadas, é um projeto premiado através de um concurso nacional promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil – RJ (IAB-RJ) e destaca-se na paisagem do bairro do Flamengo com seu tom claro e tamanho imponente. Por isso, é interessante saber que as histórias dos prédios do IAB-RJ e do Oi Futuro são as mesmas de 1893 a 1918. O prédio do atual do centro cultural era parte do mesmo prédio da estação de bondes erguido em 1893 para a companhia Ferro Carril do Jardim Botânico ali instalar a “Casa das Machinas”, a primeira estação de energia termoelétrica da América do Sul. Em dezembro de 1897 o prédio foi parcialmente destruído por uma explosão, sendo reconstruído pelo engenheiro Francisco de Azevedo Monteiro Caminhoá, o mesmo que projetou anos antes a Catedral de Petrópolis. Em 1911 a Companhia FCJB é adquirida pela Light, empresa canadense que era controlada pelo milionário norte americano Percival Farquar, o “Dono do Brasil”, como era chamado na época. Em 1918, parte do prédio da “Casa das Machinas” da CFCJB é desmembrado para se transformar na primeira estação telefônica da Zona Sul, já que Farquar controlava também os serviços de telefonia do Rio de Janeiro. Quatro anos depois esses serviços de telefonia são vendidos à União, surgindo daí a Companhia Telefônica Brasileira (CTB), e resultando na separação definitiva dos dois prédios.

 

4 – Peter Gasper, lighting designer alemão falecido em 2014, foi o responsável pela iluminação do projeto do prédio. Pioneiro na arte de iluminação no Brasil, ele foi parceiro do arquiteto Oscar Niemeyer e assinou, entre inúmeros projetos, a iluminação do Cristo Redentor quando o monumento completou 80 anos. Ao lado dele trabalharam no projeto nomes como Gringo Cardia, na concepção visual e Marcelo Dantas, como projeto multimídia. A curadoria foi da gerente do Oi Futuro à época, Maria Arlete Gonçalves.

 

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5 – O Programa Educativo do Museu das Telecomunicações propõe uma verdadeira viagem pela história da comunicação humana de maneira a interagir com todos os tipos de  visitantes. Por conta desse interesse em tornar a experiência a mais inclusiva possível, o Programa Educativo desenvolveu um novo eixo temático abordando o tema “Acessibilidade” e produzindo um “Caderno Acessibilidades”. A publicação busca compartilhar pensamentos e ideias sobre um tema fundamental: o acesso, real e o mais pleno possível, à arte contemporânea, à educação de qualidade e à informação. Não à toa, o prédio do Centro Cultural Oi Futuro é acessível para portadores dos mais diversos tipos de deficiências.

 

6 – O acervo fixo do Museu das Telecomunicações leva o visitante a uma viagem pela história da comunicação humana no Brasil e no mundo. São 210 metros quadrados de objetos como telefones, aparelhos de telex, cabines telefônicas, vídeos, fotografias, textos e muito mais. Há também listas telefônicas digitalizadas que revelam os endereços de cariocas ilustres e arquivos sonoros inéditos, com vozes de Clarice Lispector, Freud e Thomas Edison, entre outros.

 

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7 – O fotógrafo alagoano Augusto Malta, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros – responsável por documentar a evolução urbana do Rio nas primeiras décadas do século XX – registrou todo o processo de transformação do prédio na época. O acervo dessas fotos raras, em que Malta também documenta o desenvolvimento da telefonia e o dia a dia das telefonistas no Rio do início do século, está disponível no Centro Cultural Oi Futuro.

 

8 – O prédio do Centro Cultural Oi Futuro herda o histórico de ter sido pioneiro no quesito “revista empresarial”. De 1928 a 1989, circulou através da CTB a revista “Sino Azul”, uma das primeiras revistas empresariais do Brasil. Com mais de três centenas de edições publicadas, ela acompanhava a evolução das telecomunicações no país destacando, por exemplo, a introdução dos cabos submarinos, a comunicação por rádio ou o início do uso do telefone sem o auxílio de telefonistas. É um registro pra lá de interessante da época com fotos dos funcionários e dia a dia da CTB.

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