FUTURO

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Em cena: Débora Falabella

3 de janeiro de 2017

Aos doze anos, ela já fazia teatro amador em Belo Horizonte, cidade onde nasceu. Aos 15, atuou na peça “Flicts”, de Ziraldo, seu primeiro trabalho profissional. Iniciou na TV em “Malhação”, na Rede Globo. Nesta emissora, foi a rebelde Cuca, de “Um Anjo Caiu do Céu”. Estreou no cinema, com o curta “Françoise”, quando levou o prêmio de melhor atriz nos Festivais de Gramado e de Brasília, além de receber menção honrosa no Festival do Rio BR. Desde então, Débora Falabella não saiu mais de cena. Nas novelas, como a Nina de “Avenida Brasil”; nas telonas – “Dois Perdidos Numa Noite Suja” e “Lisbela, o Prisioneiro”, ou no teatro, onde mergulhou no universo de autores como Dostoievski (“Noites Brancas”) e Nelson Rodrigues (“A Serpente”). Em janeiro, a atriz estará no Oi Futuro Flamengo com “Love, Love”, Love”, de Mike Bartlett.

OF. Sua presença é marcante tanto na TV, como no cinema e no teatro. Agora, por exemplo, você vive a protagonista Verônica, na série “Nada Será Como Antes”, atua no filme “O Filho Eterno” e inicia temporada de mais uma peça, no teatro do Oi Futuro. Como conciliar tantos trabalhos simultaneamente?
DF. São trabalhos de naturezas distintas, e não aconteceram ao mesmo tempo. Mas, a vida de um ator que trabalha em vários veículos tem dessas coisas. Cabe a nós organizar esse tempo e conciliar os trabalhos e personagens. Como atriz, viver personagens diferentes em um mesmo momento, não é um problema e sim um alimento para esses trabalhos.

OF. Depois da premiada montagem de “Contrações”, o Grupo 3, sua companhia teatral, escolheu mais um texto do inglês Mike Bartlett, ao encenar “Love Love Love”. Como você define este novo espetáculo?
DF. Quando estávamos procurando textos de autores contemporâneos, chegamos ao Mike Bartlett. Lemos vários textos dele, e “Love Love Love” e “Contrações” nos chamou muita atenção. Decidimos montar “Contrações”, pois naquela época estávamos encerrando nossa busca pelo tema de dominação. Mas ficamos com o outro texto na cabeça. “Love Love Love” é um texto que fala sobre conflitos de gerações e acreditamos ser um tema muito pertinente para esse momento.

OF. Conte-nos um pouco sobre a trajetória do grupo, a escolha dos textos e as apresentações que vem realizando nos últimos anos.
DF. Esse ano vamos completar doze anos. Somos um núcleo de criação composto por mineiros, eu, Yara de Novaes e Gabriel Paiva, que tem uma pesquisa diretamente ligada aos textos que escolhemos. O texto é sempre o nosso ponto de partida e através dele mergulhamos no olhar de cada autor. Temos também a liberdade de trabalhar com diretores diferentes. Ampliando e diversificando a nossa visão e a relação com a obra. Começamos nossa trajetória com “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, e estreamos no Rio de Janeiro. Depois disso montamos “O Continente Negro”, do chileno Marco Antonio de La Parra, adaptamos Contos do mineiro Murilo Rubião em “O Amor e Outros Estranhos Rumores” e, em seguida, “Contrações”, de Mike Bartlett. Nesses doze anos também realizamos uma mostra de arte mineira em São Paulo e uma mostra de repertório, quando voltamos em cartaz com todos os nossos espetáculos. Agora, doze anos depois de nossa estreia, voltamos a estrear um novo espetáculo no Rio de Janeiro.

OF. Como você avalia a importância do teatro enquanto experiência estética nos dias de hoje?
DF. Essa experiência gerencia o espaço-tempo da maneira que convem aquela obra teatral. E isso é tão poderoso que pode inclusive descortinar, para os artistas e espectadores envolvidos, questões do nosso tempo que não conseguimos ver por miopia social ou política.

OF. Um personagem que gostaria de interpretar.
DF. Tenho cada vez mais me interessado por autores contemporâneos e por personagens que falam sobre nosso tempo.

SERVIÇO:

De 20 de janeiro a 12 de março
Quinta a domingo, 20h | Nível 7
Entrada: R$ 30,00 | Classificação etária: 14 anos
A venda de ingressos começa na terça-feira da semana de cada sessão. Você também pode comprar no site da Ticket Planet.

http://www.oifuturo.org.br/evento/love-love-love/