FUTURO

Adriana Banana - Foto Cuia Guimarães (5)

FID: “DANÇA PRA TODO MUNDO

13 de novembro de 2013

A frase sintetiza perfeitamente o espírito do Fórum Internacional de Dança, um espaço permanente de produção e discussão sobre o universo da Dança e de possibilidades de articulação entre criadores e grupos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. São quase duas décadas deste bem sucedido projeto, idealizado e promovido por duas ícones e incansáveis batalhadoras da cultura mineira: Carla Lobo, a arquiteta que optou pela produção cultural em 1995 e, em 2008, lançou o livro “Diário de Produção”, e a bailarina e coreógrafa Adriana Banana, que começou a sua formação aos 13 anos, na Escola do Grupo Corpo e cursou dança contemporânea em Amsterdã (Holanda) e em Nova York (EUA).

Carla, diretora executiva, e Adriana, diretora artística. Uma parceria que deu super certo.
O FID chega, mais uma vez, ao Oi Futuro. Não percam!!!

 

OF. É uma grande responsabilidade dar prosseguimento a um trabalho que já está consolidado na área de dança contemporânea? Afinal já se vão 18 anos, desde a primeira edição do Fórum.

CL e AB. Com certeza. Afinal, trabalhamos com a formação de público, fomento da produção e disseminação da informação. Temos que ter responsabilidade não só na continuidade, mas também na execução de cada edição. Mais que responsabilidade, podemos dizer que nesses 18 anos tivemos vontade, determinação e principalmente persistência para manter o projeto vivo. Apesar dos 18 anos, a cada ano é um começar do zero.

 

OF. Como surgiu a parceria Carla Lobo e Adriana Banana?

CL. Em 1995, criamos o FID. O projeto nasceu da necessidade de se viver em uma cidade melhor para o artista e o cidadão, onde poderíamos assistir a espetáculos consistentes, fora da lógica mercadológica, que o público e a classe artística tivessem real acesso aos espetáculos, bem como as diversas atividades relacionadas.
AB. Convidei a Carla para ser sócia na nova empreitada, que era completamente nova para as duas. Carla, arquiteta recém-formada, mas sistematicamente organizada, meticulosa, cuidadosa e respeitosa com os artistas, características fundamentais para uma boa gestora de projeto. Eu, apesar de já ter experiência, inclusive internacional na área da dança contemporânea como bailarina e coreógrafa, nunca tinha dirigido um evento do porte do FID.
CL. E esse ano completamos 18 anos. Claro que o projeto só conseguiu chegar a maioridade porque também contou com o fundamental apoio de muitas pessoas e empresas. Afinal, um projeto desta envergadura e audácia, organizada por, na época, duas “meninas” inexperientes, tinha tudo para dar errado.

 

OF. O que podemos esperar do FID no Oi Futuro, em 2013?

AB. Bombas, um FID altamente inflamável, ruidoso e voraz!
CL. O Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna recebe três das mais importantes atrações internacionais. A Adriana resumiu bem o que elas são.

 

OF. Quais as principais ações promovidas pelo Fórum com vistas à formação de novos públicos e criadores no campo da dança contemporânea?

CL. Todo o FID é uma ação para a formação de novos públicos. A principal premissa começa pelo real acesso que é o preço dos ingressos. O público escolhe ir ao FID, pois pode pagar pelo ingresso, que tem seu valor subsidiado por recursos públicos advindos dos patrocínios via leis de incentivo.

AB. Os espetáculos apresentados ajudam as pessoas a pensarem. Diferentemente do que se pensa quando surge a palavra arte contemporânea, o FID deixa claro que, tudo o que fazemos no mundo é um aprendizado, ver, perceber, entender dança também é como aprender matemática. E, que pensar é prazeroso. Já em relação ao estímulo a formação de novos criadores, o FID criou, em 1998, o programa Território Minas, pelo qual coproduz, dá bolsas para pesquisas e outras tantas atividades providas em diálogo com a classe de dança. Além disso, a curadoria do FID sempre apresentou nomes completamente desconhecidos, novos criadores e, há algum tempo, artistas e grupos consagrados apresentados sempre a preços populares.

CL. A frase FID: DANÇA PRA TODO MUNDO traduz bem o que ele é.