FUTURO

Festival de arte generativa e programação criativa que vai ocupar o Centro Cultural Oi Futuro e outros espaços públicos da cidade, como a Praça Mauá e a Central do Brasil.

Multiverso: arte generativa e programação criativa

7 de setembro de 2018

Um aplicativo que envia poesias por mensagem quando uma pessoa transita por algum ponto da cidade. Uma escultura robótica com inteligência artificial que conversa com pedestres sobre questões filosóficas. Um grande quadro da cidade pintado coletivamente, em tempo real, com a sobreposição de cores e pixels. Estas são algumas das instalações interativas que fazem parte da primeira edição do Multiverso, festival de arte generativa e programação criativa que vai ocupar o Centro Cultural Oi Futuro e outros espaços públicos da cidade, como a Praça Mauá e a Central do Brasil.

A abertura do festival acontece neste sábado, dia 8 de setembro, das 18h às 22h, com um bate-papo com o curador e artistas do projeto. Além disso, haverá a performance audiovisual Ludotecnia, trazida pela primeira vez ao Rio de Janeiro pelo argentino Jorge Crowe. Os atores dessa performance são brinquedos e dispositivos eletrônicos que criam imagem e som, em tempo real. Também haverá a apresentação do coletivo Kinetic.Lab, um duo de bailarinos interagindo com videoarte.

O Multiverso acontece até 27 de outubro e contará com oficinas para adultos e crianças, masterclasses, mini cursos, obras digitais, performances e intervenções urbanas. O projeto pioneiro e que tem como pilares arte, tecnologia e sociedade pretende debater como os códigos de programação e as novas tecnologias podem ser transformados em arte e soluções criativas em especial com a aplicação da programação criativa e da arte generativa.

A programação criativa (creative coding) é explorada por designers que podem criar processos de produção baseados em algoritmos, como o design paramétrico, e também por artistas dedicados à criação de obras digitais. Arte generativa refere-se às obras de arte sintetizadas e construídas a partir de sistemas previamente definidos, sejam eles analógicos ou digitais, como, por exemplo, a sofisticada tessitura realizada pelo bicho-da-seda e os algoritmos de software de computadores, processos químico e biológicos como a fermentação, equações matemáticas ou até o crochê. O desafio do festival é promover experiências imersivas focadas em democratizar o acesso a essas produções e estimular a pesquisa neste segmento das artes visuais.