FUTURO

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NAVE É DESTAQUE NO JORNAL O GLOBO

15 de fevereiro de 2013

No dia 24 de janeiro, o NAVE ganhou uma matéria na seção de caderno especial de educação no jornal O Globo.
Confira na íntegra:

Reconhecida internacionalmente, escola tijucana foca na área de tecnologia da informação
por Mauricio Peixoto
mauricio.peixoto@oglobo.com.br

Eleito por três anos consecutivos pela Microsoft como escola inovadora, o Núcleo Avançado em Educação (NAVE), parceria do Instituto Oi Futuro com a Secretaria estadual de Educação, tem se firmado como um inovador centro de estudos e pesquisas que procura levar a escola a se conectar com a realidade moderna, aproximando os alunos da linguagem digital e das novas tecnologias da comunicação.

Criado em 2008 junto com o projeto, o Colégio Estadual José Leite Lopes, além de oferecer o ensino médio regular, diferencia-se por ser integrado ao ensino profissionalizante, com cursos técnicos focados em profissões na área de mídias digitais, como roteiro para novas mídias, multimídia, e programação de jogos digitais. Os estudantes ficam na escola em período integral, das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira.

A diretora-geral Ana Paula Bessa afirma que o mercado está aquecido: “Há vagas de sobra nessa área, mas está faltando mão de obra qualificada. Os jovens já saem daqui com o diploma de curso técnico e praticamente empregados. Quem entende e sabe mexer com as tecnologias do mundo contemporâneo dificilmente fica sem ocupação. Formamos e preparamos os estudantes para exercerem profissões como as de roteiristas, programadores, designers e gestores para atuar com TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos.”

Ana Paula afirma que cada aluno que se forma num dos cursos também adquire conhecimento básico sobre os demais: “Acreditamos que o profissional do século XXI deverá ter também conhecimento sobre as áreas com as quais a sua atividade se relaciona, de modo que o processo de comunicação seja mais eficaz. Uma coisa está diretamente ligada a outra. A cada dia que passa, a tecnologia evolui e o aluno tem que estar sempre atualizado” – diz.

Cada ano do ensino médio conta com quatro turmas. Ao todo, são 22 disciplinas. “As aulas são 80% práticas. Nosso colégio ganha de goleada na questão de logística e de infraestrutura de diversas universidades” – diz Rodrigo Ferreira, que acaba de se formar em programação de jogos digitais. Mesmo com o diploma, decidiu prestar vestibular para Ciência da Computação na UFRJ. Foi aprovado. “Acho que é importante continuar os estudos. É sempre bom ampliar os conhecimentos” – diz.

Vynicius Morais, colega de formatura de Rodrigo, decidiu entrar de vez no mercado ao mesmo tempo em que faz faculdade. “Passei para sistema de informação na UFF e já comecei a trabalhar na Microsoft” – orgulha-se.

Walace Leal foi aprovado em ciência da computação na UFF e pretende, assim que tiver tempo, procurar um emprego na área de que tanto gosta. Ele é outro que elogia o colégio: “Aqui o ensino é de qualidade. Fico orgulhoso de ter estudado no Nave. A infraestrutura e os professores são de outro mundo.”

Diego de Araújo se formou no mesmo curso que os colegas, mas pretende ampliar seus horizontes tomando outro rumo: quer fazer engenharia civil. Devido a uma apendicite no dia da prova do Enem, não pôde fazer o exame. “Vou tentar de novo e espero conseguir passar” – diz.

Neste ano, estão matriculados 455 alunos. A seleção atraiu 3.600 candidatos para apenas 160 vagas, sendo que 90% são destinadas a alunos de escolas públicas; 5%, particulares; e as outras 5% restantes são reservadas para deficientes físicos.

De acordo com a diretora Ana Paula Bessa, em 2011, 65% dos alunos foram aprovados no vestibular e 32% entraram direto no mercado de trabalho na área de tecnologia de informação.
O ambiente do colégio, que tem quatro andares, é inspirador, colorido e repleto de estímulos visuais, sensoriais e mentais. As salas de aula não têm carteiras, mas mesas com computador. O NAVE conta com um estúdio de produção, laboratórios de informática, auditório e área de exposição. Além da escola, há outros dois pilares no Nave: um Núcleo de Pesquisa e Inovação e um Centro de Disseminação.

“Nós temos uma dinâmica própria para criar e validar metodologias de educação. Elas são conceituadas no Núcleo de Pesquisa e Inovação e, posteriormente, aplicadas na unidade. Por fim, o Centro de Disseminação se encarrega de avaliar, sistematizar e tornar públicos os resultados das pesquisas, com a intenção de tornar acessível a outras escolas e aos educadores o conhecimento produzido pelo Nave. Com isso, podemos expandir o alcance dos conteúdos e ferramentas que o programa desenvolve” – diz Ana Paula.

A Microsoft considera o Nave umas das 30 escolas mais inovadoras do mundo e, em 2010, a elegeu como supermentora, responsável por três instituições, sendo uma de São Paulo, uma de Porto Rico e outra da República Dominicana. Nesta nova categoria, a de supermentora, o Nave é a única no Brasil e uma das duas na América do Sul. A escolha é feita a partir de critérios de inovação apresentados por instituições de ensino do mundo inteiro.