FUTURO

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OI FUTURO PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DA ARTISTA FINLANDESA EIJA-LIISA AHTILA NO BRASIL

8 de abril de 2015

 

  • Mostra abre dia 13 de abril no Oi Futuro no Flamengo e reúne vídeos e videoinstalações da cultuada artista finlandesa

 

  • Curadoria é da neozelandesa Catherine Zegher, diretora do Museu de Belas Artes de Gent, na Bélgica; e expografia é de Daniela Thomas e Felipe Tassara

 

  • Exposição de Ahtila, que transita entre artes visuais e cinema, abre programação comemorativa dos 10 anos do centro cultural

 

 

Rio de Janeiro, 7 de abril de 2015 – O Oi Futuro abre dia 13 de abril a primeira exposição individual de Eija-Liisa Ahtila, que reúne vídeos e videoinstalações da artista finlandesa, um dos maiores nomes da arte contemporânea na atualidade. A mostra tem curadoria de Catherine de Zegher, diretora do Museu de Belas Artes de Gent (Bélgica), e projeto expográfico de Daniela Thomas e Felipe Tassara.

 

Com um trabalho que transita entre as artes visuais e o cinema, Eija-Liisa Ahtila se considera uma “criadora de dramas humanos”. A partir da década de 1990, suas obras foram exibidas em alguns dos principais museus internacionais – incluindo a Tate Modern, em Londres, o MoMA, em Nova York, a Neue Nationalgalerie, em Berlim, e o Museu Nacional de Arte em Osaka, no Japão – e em alguns dos maiores festivais de cinema do mundo, como Cannes, Berlim e Sundance. A exposição fica em cartaz até 6 de junho e vai ocupar todas as galerias do Oi Futuro no Flamengo, que comemora 10 anos em 2015.

 

“Para abrir a programação comemorativa dos 10 anos do centro cultural, nada mais adequado que a exposição de Eija-Liisa Ahtila, um dos maiores nomes da arte e tecnologia internacional, com obras grandiosas, impactantes e ao mesmo tempo delicadas. Depois de uma década de atividades, temos orgulho de ainda podermos surpreender o público apresentando uma artista internacionalmente influente, mas ainda pouco conhecida no Brasil”, diz Roberto Guimarães, gestor de Cultura do Oi Futuro.

 

A artista

 

Nascida em Hameenlinna, no sul da Finlândia, em 1959, Eija-Liisa Ahtila vive em Helsinki e desenvolve desde 1990 criações com a imagem em movimento. A artista trabalha com fotografia, vídeo e videoinstalações em construções narrativas que usam a imagem, a linguagem e o espaço para abordar temas como a identidade individual, a sexualidade, a morte e as dificuldades de comunicação. Suas narrativas são baseadas em pesquisas, em eventos reais ou fictícios, e em suas próprias experiências e memórias. Os personagens são representados por atores que partem de entrevistas com pessoas reais.

 

“Eija-Liisa Ahtila desenvolveu o que chama de “exercícios de mudança de percepção”: seu trabalho busca retratar as representações e relações das pessoas, ao mesmo tempo em que questiona o próprio meio com que trabalha – a imagem em movimento – introduzindo uma forma alternativa de narrar a realidade. “A arte de Ahtila nos permite imaginar o mundo do outro, entrar nele e perceber o nosso ambiente de uma forma diferente, abrindo múltiplas perspectivas”, explica a curadora Catherine De Zegher.

 

Formada em cinema pelo American Film Institute em Los Angeles, Eija participou da Documenta XI (2002), 48ª e 50ª Bienal de Veneza e da Bienal de Moscou (2013), entre outros, e recebeu diversos prêmios internacionais, incluindo AVEK-award (1997), Edstrand Art Price (1998), DAAD fellowship (1999), menção honrosa na 48ª Bienal de Veneza (1999), Vincent Van Gogh Bi-annual Award for Contemporary Art in Europe (2000), um prêmio de cinco anos do Central Committee for the Arts (2001), o prêmio Artes Mundi (2006) e Prince Eugen Medal (2009).

 

 

A exposição

 

A mostra no Oi Futuro trará três videoinstalações de grande porte, com projeções em perspectiva múltipla – com diferentes pontos de vista projetados simultaneamente em cada tela – uma instalação e um vídeo, incluindo algumas de suas obras mais famosas, como “Horizontal” (2011), “The annunciation” (2010) e “The house” (2002).

 

“Horizontal” é uma videoinstalação composta por seis projeções, uma ao lado da outra. Somadas, elas retratam uma árvore conífera gigante em tamanho real e na posição horizontal, apresentando ao público uma perspectiva inusitada sobre elementos da natureza.

 

Baseada em entrevistas com mulheres que viveram surtos psicóticos, “The House” é uma instalação com projeções simultâneas em três telas, uma frontal e duas laterais. A obra traz a história de uma mulher que começa a ouvir vozes e gradualmente perde a noção de tempo cronológico e do espaço à sua volta. Para mostrar o colapso da personagem, Ahtila rompe com a lógica tradicional da linguagem audiovisual, subvertendo a estrutura e a percepção do espaço.

 

Outra videoinstalação que estará na mostra é “The Annunciation”, que recria a passagem bíblica do anúncio do nascimento de Jesus Cristo à  Virgem Maria por um anjo em um ambiente com três projeções simultâneas. A obra oferece uma releitura contemporânea sobre a narrativa da Bíblia, retratada tantas vezes ao longo da história da arte. A exposição também vai apresentar o vídeo “Fishermen” (2007) e a instalação “Me/We, Okay, Gray” (1993).

 

Em uma reflexão sobre sua própria obra, Eija-Liisa Ahtila afirma: “O rastro de luz deixado por uma estrela é como uma projeção em uma tela: é uma imagem refletida que, apesar de imaterial, irradia uma força que afeta nossa realidade. Nós necessariamente imaginamos a vida por trás dessa luz – e as imagens que vemos brincam com a existência e com o tempo”.

 

 

A curadora

 

Curadora internacional e historiadora de arte contemporânea, a neozelandesa Catherine de Zegher atualmente é diretora do Museu de Belas Artes em Gent, Bélgica. Com 25 anos de atuação, Catherine é hoje uma das mais influentes curadoras de arte contemporânea internacional, tendo realizado algumas das exposições mais significantes de artistas femininas nos últimos 25 anos. Ela foi curadora do pavilhão australiano na 55a Bienal de Veneza, em 2014, da 5a Bienal de Moscou, em 2013, e codiretora artística da 18a Bienal de Sydney, em 2012. Com foco no papel da mulher na arte contemporânea, Catherine De Zegher trabalhou e escreveu sobre diversas grandes artistas da atualidade, tais como Mona Hatoum, Cristina Iglesias e Eva Hesse. Seu trabalho ganhou destaque após assinar a curadoria da exposição Inside the Visible: An Elliptical Traverse of Twentieth-Century Art in, of, and from the Feminine, no Instituto de Arte Contemporânea de Boston, em 1996, reconhecida por seu caráter inovador e seminal.