FUTURO

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Plataforma sob rio da Amazônia quer manter vivo o boto-vermelho

3 de junho de 2015

02 de junho de 2015 – O Projeto Ecoturismo Amigo do Boto-vermelho da Amazônia, idealizado pela Ampa e patrocinado pelo Oi Futuro, por meio do programa Oi Novos Brasis, inaugura nesta terça-feira, dia 02 de junho, a estrutura flutuante receptiva, denominada “Flutuante Amigos do Boto-Vermelho”, que tem o objetivo de promover o turismo sustentável, melhorar a renda de uma comunidade ribeirinha; além de contribuir com a conservação ambiental.

 

A casa flutuante está localizada na comunidade São Tomé, formada por ribeirinhos no interior do Amazonas, no município de Iranduba, distante 180 km de Manaus. A ideia é sensibilizar o maior número de pessoas, proporcionando uma experiência única, conhecer e nadar com os botos da Amazônia, e ainda ter a oportunidade de saber as ameaças que sofrem, tornando-se defensores da causa.

 

“Este novo flutuante vai ajudar nestas e em outras atividades como o monitoramento do boto da Amazônia. Esperamos que a comunidade possa usufruir dessa nova estrutura para ampliar seus horizontes e garantir a preservação e qualidade de vida humana e marinha existente nessa região, servindo como um modelo inspirador para outras iniciativas similares no país.”, comenta Vânia Antonaccio, diretora de Relações Institucionais da Oi na região Norte.

 

Além de garantir a sobrevivência de seu povo, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem grande relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina.  É a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical do mundo, com uma diversidade cultural incrível. E é nesse cenário que nasce um projeto que pretende manter saudável um dos maiores ícones dessa magnífica região, o boto-vermelho (Inia geoffrensis), também conhecido como boto cor de rosa.

 

Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a grandiosidade da Amazônia. Por isso, a Associação Amigos do Peixe-boi – Ampa, uma organização não governamental que atua em convênio com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa/MCTI, trabalha há quinze anos para a preservação dos mamíferos aquáticos que habitam essa biota. Nos últimos anos, a Ampa tem dobrado seus esforços para permitir a permanência do boto-vermelho nos rios amazônicos e mudar o cenário cruel da caça indiscriminada desse animal, um predador topo de cadeia que exerce importante papel para o equilíbrio ecológico.

 

Desde 2011, o problema da matança indiscriminada se tornou público e de lá pra cá, segundo estudos, estimam-se que mais de 2.500 botos são mortos por ano, em determinadas áreas da Amazônia, para servirem de isca na captura de um peixe liso, chamado popularmente de piracatinga (Calophysus macropterus), mas vendido no mercado como douradinha.

 

O turismo com esse animal, nos rios amazônicos, já ocorre há mais de uma década. O Amazonas é o sétimo destino do turismo no mundo. A exuberante flora e fauna são os principais atrativos. No entanto, essa atividade não é feita de forma sistematizada.

 

“Acredita-se que esse tipo de atividade pode ser uma estratégia de conservação do boto-vermelho, que hoje sofre uma grande pressão pela ocupação humana e nos últimos anos vem sendo caçado indiscriminadamente para ser utilizado como isca na pesca de um peixe chamado piracatinga, que no Brasil é comercializado com o nome de douradinha”, explica Jone Silva, diretor executivo da Ampa.

 

Sobre a plataforma flutuante

 

O flutuante será o único licenciado no Amazonas. Ele foi construído com madeira manejada extraída de Reservas de Desenvolvimento Sustentável da região do baixo rio Negro. É equipado com um sistema de tratamento de efluentes. Todo resíduo gerado no banheiro passa por um processo de purificação e a água retorna ao rio Negro com características muito similares a natural.

 

O flutuante adota o sistema de coleta seletiva de lixo e destinação adequada dos resíduos coletados. Equipado com painéis solares, a plataforma possui autonomia para produzir e armazenar sua própria energia elétrica.