FUTURO

Bruno Gomes_A Terra que nós somos_1

Confira as residências artísticas do Arte Eletrônica Indígena

25 de julho de 2018

Promover intercâmbios das expressões culturais entre artistas e indígenas, nos âmbitos da Bahia e do mundo, incentivar a inovação e o uso de novas tecnologias em processos culturais e artísticos, e valorizar a diversidade artística e cultural em diálogo.

O “Arte Eletrônica Indígena (AEI), projeto que conta com nosso apoio, une trabalhos cocriados entre indígenas brasileiros e artistas do Brasil, Reino Unido e Bolívia para residências artísticas em nove comunidades indígenas da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe.

Confira as residências artísticas realizadas:

Eles estão escutando

Kariri Xocó/ Porto Real do Colégio – AL – 4 a 14 de junho.

Nicolas Salazar Sutil – Londres/Reino Unido: Artista e pesquisador de performance digital, que combina a arte do movimento e a tecnologia digital.

Residência com o povo Kariri Xocó, município de Porto Real do Colégio/ AL; de 4 a 14 de junho.

O trabalho concentrou-se no rio Opara (São Francisco), que é uma das principais fontes de sustento, memória e cultura da comunidade. Três “site specific performances” exploraram a quietude, a postura corporal, e o uso do espaço para simbolizar a recuperação de terras, resiliência e enraizamento.

 

Gerações de imagens

Aldeia Dois Irmãos – BA – 4 a 13 de julho de 2018

Davy Alexandrisky – Niterói/RJ: instigado pelas narrativas culturais dos grupos sociais invisibilizados por qualquer tipo de intolerância, vem se dedicando a trocar experiências com esse público, fotografando com o mesmo entusiasmo e emoção do seu primeiro clique profissional há meio século.

Residência: Estimulou o diálogo entre gerações a partir da produção de imagens. Os indígenas jovens fotografaram a vida dos indígenas idosos, enquanto os idosos fizeram o mesmo em relação aos jovens; brincando de “caçar imagens”. Ao final de cada “caçada” projetamos as imagens produzidas e, em roda, todos somos um na conversa. 

 

A Voz da Terra Pankararu

Aldeia Pankararu /Tacaratu – PE – 15 a 22 de junho de 2018

André Anastácio e Alberto Harres: Rio De Janeiro/RJ - Experimentam tecnologias interativas como plataforma para mediar novas formas de relação e afeto dentro das dinâmicas sociais.

Residência: Desenvolvimento de um artefato eletrônico sonoro cocriado com indígenas da Aldeia Brejo dos Padres, funcionando dentro de um pote de cerâmica feito por mulheres indígenas Pankararu.

 

A terra que nós somos

Karapotó, município de São Sebastião/AL – 7 a 18 de junho de 2018

Bruno Barbosa Gomes – Mulungu/CE: Ilustrador, escritor, tatuador e tocador de flautas nas horas vagas. Pesquisador de arte e cultura indígena. Sua paixão é conectar imaginação e sentimento na criação de imagens que contam histórias.

Residência com o povo Karapotó Plak-ô, município de São Sebastião/AL; de 7 a 18 de junho.

Uma ampliação do conceito de pintura corporal com o uso da tecnologia, possibilitando o saborear de novas experiências e a discussão sobre o tema. Os participantes desenharam os elementos presentes na sua terra para depois serem animados e projetados nos seus corpos.

 

Árvore dos desejos

Pataxó Hãhãhãe/ Pau Brasil – BA – 10 a 17 de julho de 2018

Paulo César Teles – Campinas/SP: É artista multimídia e professor do Instituto de Artes da Unicamp na área de Arte e Tecnologia nos cursos de Artes Visuais e Midialogia.

Rosana Bernardo – Campinas/SP: É artista, artesã, pedagoga e professora de trabalhos manuais. Especializada em pedagogias Waldorf e Curativa.

Residência: Foi construída uma escultura em forma de árvore com sensores digitais de aproximação e expressões audiovisuais interativas a partir do movimento das pessoas ao redor A obra integra expressões nativas e ancestrais com tecnologias sensoriais emergentes.

 

Raiz no chip!

Itapuã / Tupinambá de Olivença – Ilhéus – BA – 30 de junho a 1º de julho e de 6 a 9 de julho de 2018

Tito Vinícius – Salvador/BA: Produtor musical, músico e DJ.

Residência: Absorver a atmosfera sonora da tribo Tupinambá e produzir um EP com quatro temas misturando elementos eletrônicos, indígenas e os elementos da natureza. Além de produzir o artista Yarú Tupinambá.

 

Lugar inespecífico

Itapuã – Povo Tupinambá – 16 a 22 de julho de 2018

Sheilla Souza e Tadeu dos Santos – Maringá/PR: Integram o Coletivo Kókir, que significa fome na língua Kaingang, potencializando a vontade de mistura: entre etnias, cidade, natureza, arte indígena e contemporânea.

Residência: Criação compartilhada de colagens digitais entre o coletivo, os Tupinambá e os Kaingang. Coleta de sonhos em forma de criações que unem territórios, representações e sistemas culturais.

 

Pinturas rupestres

Xokó – Porto da Folha/SE – 11 a 15 de junho de 2018

Naum Bandeira – Salvador/BA: A insatisfação e a inquietude impulsionaram minha verve artística para a busca de uma identidade estética genuinamente brasileira.

Residência: Introduziu o tema da pintura rupestre, da arte ancestral, na comunidade indígena através de imagens e conteúdo teórico da pesquisa do artista.

 

Instalação de som interativo

Pataxó de Barra Velha/BA – 9 a 20 de julho de 2018

Oscar Octavio ‘Ukumari’ – Santa Cruz de La Sierra/Bolívia –  Bacharel em Artes, com especialidade em escultura e novas mídias, mestre em Educação Superior e em Pesquisa e Produção Artística na Universidade de Barcelona.

Residência: A obra é uma viagem sobre a história do povo Pataxó. Essa experiência é resumida na presente exposição em uma paisagem sonora, acompanhada de uma instalação com uma rede de pesca sensível, capaz de sentir quando ela é tocada traduzindo um som de água.

 

Pulsação

Aldeia do Cachimbo – Camacam Imboré/Tupinambá – BA – 12 a 24 de julho de 2018

Aruma/Sandra de Berduccy – Cochabamba/Bolívia: Artista e pesquisadora da relação textil/tecnologia. Cria obras que relacionam natureza, processos de tecelagem tradicional e diferentes linguagens das novas mídias.

Residência: Foram realizadas 3 obras onde se combinou conhecimentos, processos e materiais tradicionais como a taboa, com materiais pouco usuais como fibra ótica. No casulo, um micro controlador e um sensor de pulso converte em luz os batimentos do coração de quem entre nele. Uma obra em colaboração com Mangtxai.