FUTURO

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Uma onda de estímulo

12 de dezembro de 2017

No Brasil e ao redor do mundo, o surfe vem sendo explorado como mecanismo de desenvolvimento para crianças e adolescentes por conta do seu poder de psicomotricidade, intenso preparo físico, contato com a natureza, observação, gestão de crises e por outras diversas qualidades que a prática contínua desse esporte pode trazer para o indivíduo. Ao estimular alguém a surfar, promove-se uma relação de confiança rara que pode vir a atuar como agente em uma sociedade desigual e com lares e famílias desestruturadas. Em um mundo que se prepara para receber, em 2020, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o surfe como esporte olímpico, é mais do que bem-vindo o estímulo a projetos sociais que tenham o surfe como assunto principal. O Oi Futuro acredita nisso e, dentro da sua plataforma de apoio ao ecossistema esportivo, elegeu o surfe como uma das principais modalidades. Confira abaixo algumas curiosidades sobre o surfe social e as iniciativas que o instituto apoia:

 

1 – Um dos países com o maior número de iniciativas de surfe social é Portugal

Em Cascais, o surfista José Ferreira, vice-campeão nacional da liga nacional portuguesa, desenvolveu um projeto chamado Wave by Wave que se dedica a utilizar o surfe como terapia jovens carentes. Em conjunto com uma psicóloga e dois técnicos de saúde mental, o atleta passou dar aulas onde estimula a autoconfiança e a persistência, características muitas vezes não trabalhadas em jovens que vêm de situações sociais desfavorecidas. As aulas do Wave by Wave já foram até mesmo alvo de um estudo da Faculdade de Motricidade Humana, em Portugal, que confirmou cientificamente como a sua atuação foi benéfica para os participantes, cuja faixa etária varia dos 7 aos 22 anos. Outro projeto que tem realizado um trabalho relevante neste quesito é o Surf Social Wave, focado em estimular o aprendizado profissional do surfe para adultos de 18 a 60 anos que estejam fora do mercado de trabalho. Com inscrições gratuitas, ele capacita pessoas para a prática e o ensino do surfe, explorando o poder de gerar emprego do esporte. São dois projetos dentre centenas que existem em Portugal.

 

2 – O surfe social adaptado é uma ferramenta poderosa para incentivar a acessibilidade nas praias

As pessoas com deficiência encontram dificuldades de locomoção em absolutamente todos os espaços públicos do país e, com isso, deixam de desfrutar de prazeres simples como, por exemplo, ir à praia. Sem nenhum tipo de adaptação para receber cadeiras de rodas e sem a presença de instrutores capacitados, um simples mergulho torna-se uma odisseia para quem tem algum tipo de deficiência motora ou visual. É esta realidade que a ONG ADAPTSURF tenta mudar há dez anos. Promovendo a vivência prática do surfe para pessoas com deficiência física, auditiva, visual, mental ou múltipla, a organização promove aulas gratuitas na cidade do Rio de Janeiro, nas praias da Barra de Tijuca e Leblon aos finais de semana, visando educar, socializar e desenvolver globalmente o indivíduo. É iniciativa deles também o primeiro circuito de surfe para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e o Projeto Acessibilidade das Praias, que tem como objetivo discutir as condições de acessibilidade das praias cariocas através de um estudo urbanístico. Utilizando-se da cadeira anfíbia e da esteira Mobi-Mat, a ONG foi pioneira a promover bem-estar e independência gratuita para pessoas com deficiência através do surfe.

 

3 – A maior conferência de tecnologia do mundo acabou de apresentar um painel só sobre o surfe, e entre os temas discutidos, estava o poder social do esporte

Em novembro de 2017, Lisboa recebeu a Web Summit, a maior conferência sobre tecnologia do mundo, que reuniu em sua última edição mais de 50 mil visitantes dispostos a debater sobre tecnologia. E um painel antecedeu a conferência só para falar sobre o poder inovador do surfe aliado a tecnologia, o Surf Summit, reunindo entusiastas e profissionais do ramo. Entre as palestras e talk-shows da noite, o tema surfe social surgiu em mesas com palestrantes como os surfistas de ondas gigantes Garrett McNamara e Andrew Cotton. Entre os insights da noite, eles falaram sobre o surfista cego brasileiro Derek Rabello, que recentemente lançou uma campanha online para produzir um documentário que mostre a sua preparação para surfar uma das maiores ondas do mundo, em Nazaré, e sobre como é possível estimular outras pessoas com deficiência visual a não desistirem do esporte.

 

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CADES Rio Surfe Social (RJ), projeto apoiado pelo Oi Futuro
 

4 – Apesar de crescente, o surfe social ainda representa uma pequena parcela no cenário de ONGs

Projetos sociais, ONGs ou instituições que têm o esporte como ferramenta de inclusão social são um importante aliado na formação de crianças e adolescentes. Nas diferentes modalidades, o trabalho resgata valores que são fundamentais para o desenvolvimento e a aprendizagem dos jovens, seja no futebol, no basquete… ou no surfe. Segundo levantamento da Associação Brasileira de ONGs, em 2010 havia 290.700 Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) no Brasil, e dessas, apenas 54.100 (18,6%) eram voltadas para a categoria “Saúde, Educação, Pesquisa e Assistência Social”, sendo Esporte uma subdivisão da categoria. Ou seja, um cenário que, apesar de super importante, ainda tem muito a crescer. O Oi Futuro aposta no surfe como possibilidade de transformação e, por isso, projetos que envolvem essa modalidade são apoiados pela área de Esportes do instituto. Atualmente, são três projetos apoiados: Drop do Bem (SC), Rio Surf Social (RJ) e  Instituto Gabriel Medina (SP) – leia mais aqui embaixo! Mas há diversos outros que merecem destaque no Brasil, como o Projeto Arca (CE), a Escola de Surf do Bananinha (SC), a Escola de Surf Atalaia (SC), o Educasurf (SP), a Escola de Surf Morro do Careca (SP), o Surfistas para Sempre (SP), a Escola de Surf Rico de Souza (RJ) e o Projeto Surf no Alemão (RJ), entre outros.

 

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Drop do Bem (SC), outro projeto apoiado na plataforma de esportes do Oi Futuro
 

5 – Os atletas de destaque têm papel fundamental na propagação do surfe social

Inaugurado em 2017 na Praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo, o Instituto Gabriel Medina, um dos projetos sociais de surfe apoiado pelo Oi Futuro, é um exemplo de case onde um atleta bem sucedido volta no lugar onde começou para investir no surgimento de novos atletas. O projeto do surfista campeão da Liga Mundial de Surfe em 2014 é um laboratório perfeito para quem quer aprender a surfar: está equipado com a melhor infraestrutura do mercado, conta com a orientação de Charles Saldanha, padrasto e técnico do atleta, e é gratuito. Um dos prodígios que já chama a atenção por lá é o Fernando John John, de 16 anos, aluno do instituto e que tem o prazer de poder treinar ao lado do seu ídolo. “Sou fã dele desde pequeno”, disse John John em entrevista recente. Quanto mais estrelas do surfe mundial investirem no segmento, mais jovens terão chances de sucesso no esporte e na vida, através do surfe social.

 

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Instituto Gabriel Medina (SP), mais um projeto apoiado pelo Oi Futuro que promove a transformação social com a prática do surfe