FUTURO

Sustentabilidade na Vereda Sol, Tecnologia e Biodiversidade no Rio Carinhanha

Com apoio do Oi Futuro, Projeto Sustentabilidade na Vereda promove monitoramento de lagoas da área do Rio Carinhanha (MG)

Belo Horizonte, 2013 - O projeto “Sustentabilidade na Vereda: Sol, Tecnologia e Biodiversidade no Rio Carinhanha”, apoiado pelo Oi Futuro, atua na área do Rio Carinhanha, no norte de Minas Gerais, promovendo o monitoramento ambiental de suas lagoas. Selecionada pelo Programa Oi Novos Brasis, a iniciativa do Instituto Biotrópicos combina educação para a sustentabilidade e tecnologia para o monitoramento da biodiversidade da região, engajando comunidades ribeirinhas no processo de conservação ambiental.
O Rio Carinhanha é um importante afluente da bacia do Rio São Francisco e divisor dos estados de Minas Gerais e Bahia. Numa região marcada pela escassez de água e inserida no semiárido brasileiro, o Rio Carinhanha é famoso pela quantidade de água que abastece os pequenos povoados que se instalaram ao longo de seu curso no norte de Minas Gerais. A região é rica em espécies da fauna e flora e é considerada uma das áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade no estado.

Sapos e pererecas ajudam a coletar informações sobre ecossistema.

Junto ao Rio Carinhanha repousam lagoas que margeiam suas curvas e criam ambientes especiais para o abastecimento doméstico de água, a produção agrícola de subsistência e para a reprodução de peixes e anfíbios. Desde 2012, pesquisadores do Instituto Biotrópicos monitoram as lagoas marginais do Rio Carinhanha, utilizando anfíbios – como sapos e pererecas – como ferramenta para monitorar integridade ambiental da região.
“Sapos e pererecas apresentam a pele fina e precisam de água para se reproduzir, e por isso são sensíveis a pequenas alterações no ambiente”, explica a pesquisadora Izabela Barata, responsável pelo monitoramento da biodiversidade da região. A observação do uso da lagoa pelos anfíbios oferece aos pesquisadores uma série de informações sobre mudanças no ecossistema e sua relação com atividades humanas. A pesquisadora ressalta que “as lagoas são ecossistemas bastante frágeis, e uso desordenado das margens do rio pode ter influência direta na qualidade ambiental”.

Ribeirinhos participam do monitoramento

Pensando em integrar a conservação da biodiversidade e o uso dos recursos naturais, os pesquisadores do projeto passaram a incluir os moradores ribeirinhos no processo de conservação ambiental. Com o apoio do Oi Futuro, as comunidades locais receberão treinamento e participarão do programa de monitoramento das lagoas, que passa a ser mais intensivo sem perder a qualidade.
A comunidade escolar também será beneficiada com as ações do projeto. Alunos serão atendidos por atividades voltadas para a conscientização ambiental e a valorização dos recursos ambientais disponíveis na região. Um desses recursos com grande potencial é o sol.

Em 2012, os pesquisadores do projeto iniciaram a construção de aquecedores ecológicos de água, que utilizam material reciclado para aquecer a água com o calor do sol. Com o desenvolvimento desta tecnologia de baixo custo, o lixo passou a ser reaproveitado, resolvendo um dos problemas enfrentados pelas comunidades ribeirinhas: o acúmulo e a destinação incorreta de resíduos. “Um problema que acabou virando a solução”, diz Marcelo Juliano, responsável por implantar as tecnologias sociais no Carinhanha. Em uma segunda etapa do projeto Sustentabilidade na Vereda, um outro problema será combatido: o uso doméstico de fogões a lenha, que consome carvão e madeira da região. Com o apoio do Oi Futuro, o projeto vai construir fornos solares, contribuindo para o uso consciente e sustentável dos recursos da região.

 


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