FUTURO

LABORA

Oi e Oi Futuro lançam o Labora em busca de soluções sociais inovadoras e de impacto

27 de julho de 2017

  • Novo laboratório do Oi Futuro na área de inovação social traz parcerias com institutos de excelência reconhecida
  • Oi Futuro e Yunus Negócios Sociais, fundada por Nobel da Paz, escolhem empreendedores sociais para acelerar no Rio, São Paulo, Recife e Belo Horizonte
  • Oi Futuro e Instituto Ekloos lançam edital para fortalecer organizações sem fins lucrativos e Negócios Sociais que possuam boas ideias na área de cultura para gerar impacto social

Rio de Janeiro, 18 de julho de 2017 – O Oi Futuro lança hoje o Labora, Laboratório de Inovação Social, para buscar soluções inovadoras e de impacto para as cidades e a gestão cultural.  O Labora é um ambiente de conexão, aprendizagem e criação para organizações e empreendedores comprometidos com a transformação de impacto. O Labora oferece programas de incubação e aceleração para projetos e negócios sociais em diferentes fases de maturação e perfil empreendedor. A proposta é impulsionar o desenvolvimento de soluções de impacto para os problemas das cidades
O Labora foi lançado com dois debates sobre inovação social mediados pela jornalista Flávia Oliveira no teatro do centro cultural do Oi Futuro, no Flamengo. No encontro, foram anunciados os negócios sociais selecionados pelo 1º Programa de Aceleração de Negócios Sociais do Labora, com execução técnica da Yunus Negócios Sociais, e foi lançado o 1º Programa de Incubação e Aceleração de organizações sociais e negócios sociais do Labora na área cultural em parceria com o Instituto Ekloos e a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro para apoiar a gestão estratégia e trazer inovação as iniciativas socioculturais.

O Labora e a Yunus Negócios Sociais irão auxiliar a formação de negócios sociais no Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Foram selecionados os empreendimentos 818 Energia Solar (Rio de Janeiro), Diáspora Black (Rio de Janeiro), Spindow (São Paulo), Malalai Tecnologia de Segurança (Belo Horizonte) e Recicletool (Recife)
Participaram da primeira conversa Rita Afonso, da FACC/COPPE/UFRJ, que comentou os desafios e as oportunidades da Inovação Social no país; Anna Carolina Aranha, do Pipe.Social, que apresentou os resultados do 1º Mapeamento de Negócios de Impacto no Brasil; e Leonardo Letelier, da SITAWI Finanças do Bem e Força Tarefa de Finanças Sociais, que tratou das perspectivas de financiamento para a área.

No segundo bate-papo, a mesa foi formada por representantes dos novos parceiros do Oi Futuro através do Labora: a Yunus Negócios Sociais (criada pelo vencedor do Nobel da Paz de 2006 Muhammad Yunus) e o Instituto Ekloos. Luciano Gurgel, da Yunus Negócios Sociais, tratou da aceleração de negócios com impacto social, e Andréa Gomides, do Instituto Ekloos, do processo de inovação das organizações da sociedade civil e negócios sociais.Também foram ouvidos empreendedores acelerados pela Yunus Negócios Sociais e Instituto Ekloos que falaram sobre sua experiência no processo de aceleração pelas duas instituições: o VerBem e o Cinema Nosso.

Parceria buscou negócios criativos e replicáveis

A parceria com a Yunus Negócios Sociais prevê três encontros presenciais no Oi Futuro, de julho a setembro, além de mentorias semanais, com os empreendedores agraciados. O Oi Futuro e a Yunus Negócios Sociais querem beneficiar com a iniciativa negócios inovadores e com protótipo desenvolvido que visem à melhoria da condição de vida das pessoas nas cidades, sejam autossustentáveis financeiramente e utilizem o lucro apenas para a expansão do próprio negócio.

Foram escolhidos negócios com potencial de impacto social/ambiental, perspectiva de sustentabilidade financeira escaláveis e replicáveis, e dada preferência a soluções que já estejam no mercado. A Oi, o Oi Futuro e a Yunus Negócios Sociais avaliaram o empreendedor e a equipe, o modelo de negócios, o seu potencial de promover mudanças, e se ele tem potencialidade para ser replicado em escala em outros locais.  O processo de escolha também levou em conta qual é a tecnologia utilizada e urgência do problema social e potencial do negócio.

Nomes selecionados por parceria com Ekloos serão anunciados em setembro

O Oi Futuro firmou parceria com o Instituto Ekloos e a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, que lançaram um edital para incubar 15 projetos sociais e acelerar outros cinco negócios sociais na área cultural, apoiando o desenvolvimento e a inovação do mercado cultural fluminense. Os nomes selecionados serão divulgados até setembro, e neste mesmo mês iniciadas as mentorias que acontecerão até maio de 2018.

Também estão previstos cursos de formação em novembro de 2017 e março de 2018 para até 100 organizações sem fins lucrativos. Com esta iniciativa, o Oi Futuro e o Ekloos querem impulsionar a concretização de boas ideias na área de cultura. A formação em gestão é fundamental para que as ações culturais aconteçam, sejam percebidas no território em que são realizadas, e replicadas para além deste território.

O Ekloos é uma aceleradora social que já fortaleceu mais de 900 organizações sociais por meio de capacitações e mentorias, nas áreas de gestão estratégica, para trazer inovação às iniciativas socioculturais.

Labora já firmou parceria com CESAR no Recife para beneficiar comunidade

Atualmente, o Labora já está patrocinando no Recife uma turma de bolsistas do programa Summer Jobs do CESAR. O Summer Jobs estimula a troca de conhecimentos entre estudantes universitários, que têm seis semanas para criar soluções tecnológicas para desafios propostos por empresas parceiras.

Em parceria com a ONG Plano B, o Instituto de Responsabilidade Social da Oi inovou e pediu aos alunos patrocinados para criar uma solução que possa beneficiar moradores da comunidade do Pilar, que fica no Porto Digital, localizado no Bairro do Recife Antigo. O Oi Futuro optou por um desafio mais aberto do que os geralmente lançados no Summer Jobs: Plano B, comunidade do Pilar e estudantes vão escolher juntos qual problema do Pilar será o alvo dos esforços de planejar e prototipar uma solução social.

Veja os empreendimentos selecionados na parceria Labora Yunus Negócios Sociais

818 Energia Solar (Rio de Janeiro) – Criada há seis meses pelo engenheiro químico Fernando Senna quando cursava mestrado em Chicago, a empresa quer democratizar o acesso à energia solar no Brasil, com um sistema de subsídio cruzado. Assim, a renda com a venda de equipamentos de produção de energia solar subsidia a instalação de outros equipamentos, em comunidades vulneráveis, onde este tipo de tecnologia seria mais difícil de ser implantada por causa de seus custos. “Antes do mestrado trabalhava na maior petroquímica da América Latina”, conta Senna. “A ideia de abrir um negócio surgiu durante o meu Mestrado realizado em Chicago, Estados Unidos, que foi focado em energia e sustentabilidade. Lá, além de ter tido experiência de trabalho nesse setor, percebi como o recurso solar é ainda pouquíssimo explorado no Brasil e quão grande é o potencial e os benefícios socioeconômicos de quem adquire um sistema solar fotovoltaico”

Diáspora.Black (Rio de Janeiro) – Empreendimento que busca articular uma rede social de viagens para usuários afrodescendentes que compartilhem interesses e referências culturais comuns. O negócio busca favorecer a intermediação de diferentes serviços (encontros pessoais, hospedagem, milhagens em estabelecimentos, catálogo georreferenciado de eventos culturais, restaurantes, espaços comerciais e atividades turísticas). “Reconectar essas referências e valorizar as trajetórias e memórias das populações negras na construção social das mais diferentes cidades são as premissas da plataforma”, conta Carlos Humberto, responsável pelo empreendimento que foi selecionado. “Abre uma gama de possibilidades a serem oferecidas ao turismo: mais do que produtos, são sensações, heranças culturais e referências identitárias que constituem maior valor ao consumo”.

Malalai Tecnologia de Segurança (Belo Horizonte) – O empreendimento oferece uma solução tecnológica de segurança para mulheres, apontando pontos positivos e negativos da rota escolhida por ela para circular em vias urbanas. Além do mais, avisa a alguém conectado sobre a sua localização de forma automatizada. “Mulheres sem medo mudam o mundo”, diz a criadora do aplicativo, Priscila Gama, que define sua invenção como “um relicário para pedir ajuda, caso seja necessário.”

Recicletool Indústria de Máquinas de Reciclagem (Recife) – Pagar ao usuário que realiza a reciclagem de lixo é o conceito básico do negócio de Thiago Dantas. A concretização da ideia se dá pela instalação de uma máquina de recolhimento de resíduos sólidos com um sensor que avisa quando a sacola onde são acondicionados devem ser recolhidas por uma cooperativa de catadores ou empresa autorizada. O lucro com a venda do lixo reciclável é dividido entre o cliente e a cooperativa ou empresa autorizada. “A Recicletool liga os dois elos da cadeia (necessidade da indústria e consumidor final), gerando incentivos para que o consumidor retorne as embalagens para a reciclagem e entregando para a indústria os relatórios de gestão de resíduos que permitem a conformidade dessas empresas com a Lei ambiental”, explica o empreendedor.

Spindow (São Paulo) – A Associação Brasileira de Dislexia, o Centro Especializado de Distúrbios de Aprendizagem e a ONG Maesp, com atuação em Heliópolis, já são clientes deste método de ensino-aprendizado de línguas criado por Rodrigo Guimarães há dois anos. “A ideia da elaboração do negócio está em como levar este produto a todos que precisam dele e com isso colaborar para o futuro da educação no Brasil e no mundo”, diz Rodrigo. O método de ensino, disponível em plataforma online e em versão física, inclui exercícios baseados em games, e uma metodologia motivadora e inclusiva que apresenta resultados comprovados até com adultos e crianças com dislexia.

Sobre o Oi Futuro

O Oi Futuro promove, apoia e desenvolve ações inovadoras e colaborativas para melhorar a vida das pessoas e da sociedade. Com a atuação nas frentes de Educação, Cultura, Inovação Social e Esporte, o instituto acelera iniciativas que potencializam o desenvolvimento pessoal e coletivo, fomentam experimentações de inovação e estimulam conexões.  Na Educação, o Oi Futuro investe em modelos inovadores para inspirar novas formas de aprender e ensinar. O NAVE (Núcleo Avançado em Educação) forma jovens para as economias digital e criativa, com foco na produção de games, aplicativos e produtos audiovisuais. O programa, desenvolvido em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, oferece ensino médio integrado. Além de obter formação voltada para a indústria criativa e digital, os estudantes do NAVE são incentivados a desenvolver o espírito empreendedor e a estabelecer suas primeiras conexões profissionais, por meio de projetos e eventos de integração com o mercado de inovação.

Na área Cultural, o instituto atua como um catalisador criativo, impulsionando pessoas através das artes, estimulando a produção colaborativa e promovendo o acesso à cultura na era digital. O Oi Futuro mantém um centro cultural no Rio de Janeiro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia, além da gestão do Museu das Telecomunicações e de sua Reserva Técnica, pioneiro no uso da interatividade no Brasil. O Instituto também realiza o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público.

Na Inovação Social, o Oi Futuro viabiliza projetos empreendedores inovadores que trazem propostas para solucionar desafios atuais das cidades, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade. O Oi Futuro também aposta em projetos esportivos que conectem pessoas e promovam a inclusão e a cidadania.

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Gustavo Alves

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